segunda-feira, 14 de julho de 2014

RoboCop (2014)

O cult de Verhoeven é algo concreto. Suas qualidades são inquestionáveis. Dito isso, a refilmagem pode deitar e rolar no farto material apresentado pelo original, que o longa de 1987 continuará lá. E é isso o que é feito! Aliás, é isso o que o diretor Padilha faz. E ele concebeu um blockbuster com a sua própria visão – e quem achava a violência do filme anterior algo impensável para a época, o mesmo vale para a autoria nos dias de hoje. Este novo RoboCop é, do início ao fim, do homem que nos entregou Ônibus 174 e os dois Tropa de Elite. É documental e divertido, ambas as perspectivas costuradas pelo escopo da análise: a utilização de armamento robotizado como força na política exterior de países como os EUA. Tudo isso conceitualmente no protagonista (muito melhor com a máscara do que sem, diga-se de passagem). Sim, é menos violento. Mas a violência está lá! O Robocop está lá! O final, ótimo, apesar de diferente, é coerente com a temática e está lá. Em suma, RoboCop é uma ótima refilmagem pra fazer chorar os puritanos que defendem, ilogicamente, que refilmagens não devem ser feitas. Um pensamento tão útil quanto o pênis amputado do Alex Murphy. 3/5
RoboCop / José Padilha / 2014 / 117 min.

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